Hoje de manhã, ao acordar, liguei a televisão e sentei-me no sofá, com uma torrada na mão e um cappuccino na mesa, antes de ir trabalhar (uma rotina a que me habituei, não só para estar a par das notícias, mas também para ver as previsões climatéricas, na esperança que chova, uns dias, ou que faça sol noutros). E estava eu muito distraída com a minha torrada quando, algo me despertou... Os incêndios na Califórnia... Ou antes, a reportagem sobre o regresso das famílias ao seu lar, em cinzas. Mas o que realmente me chamou à atenção foi uma senhora muito desolada, com um bule esturricado na mão (que tinha sido dado pela avó), que, apesar das perdas a que as chamas a submeteram, disse qualquer coisa assim:
"Perdi tudo, é a única coisa que me resta. O que vamos fazer? Vamos recomeçar... reconstruir! Toda a gente o faz, de alguma forma, a dada altura, num certo momento da vida".
Fiquei extasiada! Não só demonstrou grande determinação, como também transpareceu esperança.
Esse grito de esperança fez-me pensar na quantidade de vezes que "reconstruímos" a nossa vida. Gostava que muita gente pensasse como ela... que nem sempre é o fim. Nem sempre tudo está perdido... Podemos recomeçar... Devemos reconstruir!
Fragmentos de vida desfeitos
Num desespero atroz!
Pedaços que eram perfeitos
Perdidos num grito sem voz.
Sofrimento pejado de lágrimas.
Um vazio profundo no olhar.
Mas a eterna missão destas rimas
É incentivar a recomeçar!
Ninguém está condenado
À triste e eterna desgraça.
Há que lutar... ficar revoltado,
Há que ganhar esperança!
Alguém nos dará a mão
Para nos salvar do abismo!
Seja familiar, amigo ou não...
Porque ainda existe altruísmo.
E de cabeça erguida
Não podemos desistir!
A vida não está perdida
Devemos reconstruir!!!
Num desespero atroz!
Pedaços que eram perfeitos
Perdidos num grito sem voz.
Sofrimento pejado de lágrimas.
Um vazio profundo no olhar.
Mas a eterna missão destas rimas
É incentivar a recomeçar!
Ninguém está condenado
À triste e eterna desgraça.
Há que lutar... ficar revoltado,
Há que ganhar esperança!
Alguém nos dará a mão
Para nos salvar do abismo!
Seja familiar, amigo ou não...
Porque ainda existe altruísmo.
E de cabeça erguida
Não podemos desistir!
A vida não está perdida
Devemos reconstruir!!!



4 mensagens de se lhe tirar o chapéu:
É triste querida ver o que construímos com amor se ir assim no meio do fogo. Isto é um pesadelo. Estou contigo, com tuas palavras.
Sobre o email, peço que me envies novamente o do teu blogue para ingressar nas páginas do S.O.S Miséria.
Beijo
Alda
Bem...parece que vou conhecer melhor outra parte de ti, a de escritora e poetisa!
Gostei muito da foto, é familiar para mim...assim como a mensagem que transmites no teu post! E cada vez mais acredito que a vida é um eterno (re)construir. Esperamos sempre por um AMANHA melhor do Hoje que temos, (re)construindo o Ontem passado.
Um beijinho (re)construtivo
Qual é a sua opinião sobre a desconfiança?
Vim trazer-te um beijinho e ler-te senhora poeta e também dizer que sou feliz porque tu és uma dos 44 blogueiros corajosos que inauguraram o S.O.S.Miséria.
Muito obrigada pela união e amizade que começa a nascer no meio deste grupo.
O blogue foi ianaugurado hoje, beijinho de Alda
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